quarta-feira, 30 de outubro de 2013

mudança


pouco mais de um ano se passou e cá estão, novamente, as palavras cansadas. tenho certeza que elas cansaram de esperar. e eu de pensar.

o que mudou? quase nada e, ao mesmo tempo, muita coisa. contradição, sim, e verdadeira.

tudo não passa de um rearranjo de ideias: perdemos a oportunidade, mas não perdemos a causa; ganhamos idade e, consequentemente, experiência; perdemos amigos, mas não a guerra; ganhamos amigos e, consequentemente, peso. novas escolhas, novas escolas.

ahh, mas eu não tenho tempo... tem sim. tempo é uma questão de escolha (sei que aqui muita gente vai discordar, não interessa). a gente se dedica para o que realmente gostamos e isso acaba, de alguma forma, fazendo parte do cotidiano. cotidiano é feito de passado, presente e futuro, não podemos negar isso. e nada de esquecer o passado ou deixa a vida me levar.

gosto de refletir sobre mudanças, pois sei que ainda preciso mudar. e muito.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

princípio(s)


a novela acabou, mas, apesar de toda a história de vingança e justiça, pra mim ficaram os princípios.

já dizia a música the scientist, da banda coldplay: i'm going back to the start. voltar pra esse começo, significando voltar aos princípios. por que dizemos que temos princípios? algo como regra moral, o que aprendemos nos primórdios. faz sentido?

me impressiono demasiadamente com as pessoas próximas a mim que perdem os princípios, que esquecem quem eram, pelo simples prazer de se adaptar ao meio que (agora) estão inseridas.

a conveniência é antagônica ao princípio.

não quero ser sem princípios; quero andar pra frente e entender que, diariamente, preciso voltar ao começo.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

imaginação



tenho andado meio agitado, com ideias surgindo e algumas vontades para conduzir meu futuro (atenção: não é objetivo do autor desse blog expôr a sua vida, mas, sim, compartilhar sentimentos e sabores diferentes).

realizei algumas experiências no mês de setembro (e confesso que não foram novidades na minha rotina) que me trouxeram muita firmeza nas minhas decisões como ser humano. como muita gente, já deixei muita coisa passar, sem nem ao menos me permitir viver os momentos. dessa vez, fiz tudo diferente. revivi histórias, me reaproximei de Deus, virei algumas páginas do livro e reeditei minhas convicções.

é tudo baseado na imaginação. não me contento com o quadrado; gosto quando ele se transforma em círculo ou vice-versa. respondi, hoje mesmo, à pergunta gosta de novidades? óbvio!

quando criança, a gente tem que aprender a ler e a escrever, começa a decidir o que quer ser quando crescer, aprende inglês/espanhol. quando a gente cresce, desaprende tudo isso. então começam as frustrações, os julgamentos. será que tem que ser assim mesmo? é possível viver sem sonhar, sem ter ideias novas?

tudo hoje em dia é na base da ideia nova, da criatividade. é só olhar as tendências de decoração de casas e apartamentos, cases para iphone, vídeos em stop motion e por aí vai.

quem nunca teve vontade de pintar um quadro ou escrever um livro?

aí vem aquela máxima nunca é tarde para (re)começar.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

nuvem

céu em porto alegre ontem. um dia que era uma noite.

aproveitei a chuva pra dar um banho no palavrascansadas, abandonado devido à escassez de ideias e assuntos. muita coisa ~boa~ aconteceu e talvez por isso eu não consegui organizar. aquela ideia de que quando tá tudo ruim é que eu vou reclamar, ao invés de comemorar a ~fase boa da~ vida.

tá, mas eu não vim aqui reclamar; na verdade, com essa chuvarada em porto alegre, a ideia de que devemos nos lavar das nossas sujeiras veio à tona.

sou uma pessoa que, apesar do pessimismo, tem muita esperança, principalmente em mim mesmo. e acho que isso falta na humanidade ~nesse caso, estou alegando que gostaria que as pessoas pensassem como eu penso~. se a gente não tem esperança na gente mesmo, não cuida do próprio pátio, nunca vamos torcer para que chova no pátio do nosso vizinho. não sei, acho que é um erro eu me preocupar mais com os outros do que comigo mesmo, mas por outro lado acho que a gente precisa se enxergar para enxergar o outro; os outros enquanto nós mesmos é uma máxima criada por mim que faz muito sentido. então eu não posso achar que o céu do amigo está menos ou mais nublado que o meu ou fazer dessas comparações a minha vida.

por mais que seja difícil pra mim, eu preciso me enxergar e saber quais partes precisam de um banho de chuva. e preciso torcer para que todo o mundo receba a mesma chuva que eu recebi.

a minha vida, particularmente, não é fácil, mas eu sou feliz.

Deus sabe o que faz.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

doar

do.ar
  1. transferir a posse de algo, gratuitamente, para outrem

eu acredito que ninguém sabe o que realmente tem e, por essa razão, a gente não faça doações. em romeno, doar significa somente, apenas e isso também me fez refletir que doar é apenas transferir de graça alguma coisa a outrem (adoro esse vocábulo).

doação, pra mim, é sinônimo de dedicação, prioridade. eu geralmente invisto naquilo que eu quero. e não sei se vocês perceberam, mas eu não falo somente de doação financeira ou material. tô falando em doação de respeito, carinho, esperança, torcida, amor, amizade, essas coisas que faltam no mundo (e, se faltam, é porque as pessoas não tem ou guardam pra si).

vejo constantemente as pessoas achando que é um grande sacrifício se entregar a uma amizade, a um namoro, à família... isso deveria ser intrínseco. nos somos muito volúveis; deixamos que a vida nos leve e depois nos queixamos de não termos feito diferente ou nos acomodamos no erro.

eu sou extremamente desapegado às minhas coisas, logo, distribuo mesmo. ou jogo fora. gosto de dedicar um período da minha semana pra tomar um café com os amigos, pra ficar com o meu pai no computador (nem que seja pra ficar falando de marca de hd), ir ao supermercado com a minha mãe. me preocupo com os outros também, às vezes mais do que comigo mesmo. faço questão de estar presente, de me fazer presente. é a minha maneira de me doar às pessoas ao meu redor.

resumindo: não simpatizo com a falta de zelo com os outros. gente que não se preocupa, pra mim, é pior do que inimigo, porque eu acho que o desleixo e a indiferença são mais perigosos que o não gostar. se tu não gosta de alguém, de alguma coisa, existe, pelo menos, uma posição.

o negócio que eu venho martelando é o posicionamento. e dessa postagem eu só quero que a gente olhe mais para o nosso lado e verifique o que tem. certamente existe alguém precisando de uma doação nossa.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

direção

eu tenho umas neuras de preferir algumas palavras em inglês a suas versões brasileiras. vou dar alguns exemplos: mess (que inclusive tenho tatuada no meu pulso esquerdo), punch, realizebreathsigh, pathetic, funny e direction, que é o título ~em português, pra quem não pescou ainda~ da postagem.

da onde veio essa temática, gusta? olha, eu sou partidário ~sou partidário a muitas coisas, já usei essa expressão mais de três vezes aqui no palavrascansadas~ da ideia de que cada um de nós segue uma direção, uma linha de raciocínio, que geralmente é contínua. alguns podem definir como conduta, perfil, caráter, estilo. é bem por aí mesmo, mas vou usar a palavra direção.


eu me policio constantemente, de forma bem natural, sem sacrifícios, a seguir a mesma direção de sempre. quando eu perco o controle do volante ou fujo da rota, geralmente eu bato em um poste. gosto de saber que as pessoas me conhecem pelo meu perfil e que ele é previsível. as pessoas que convivem comigo geralmente sabem como eu vou me portar perante uma situação. eu me surpreendo mesmo quando as pessoas falam pra mim eu não sabia... isso, ainda por cima, me ofende. não te liguei porque achava isso, pensei que tu estivesse fazendo tal coisa: frases que não funcionam comigo. eu pego o volante e vou reto. sou a favor do perfil, da maneira padrão como agimos (agora eu percebi que amigos e agimos são anagramas) e somos conhecidos.

dessa reflexão idiota fica a promessa de sair de cima do muro; deixemos a mediocridade e as mudanças bruscas de opinião de lado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

legado

"(i) left this world a little better just because i was here"
beyoncé, i was here

minha maior satisfação é ser lembrado por alguma coisa boa que eu fiz ou por alguma marca que eu deixei em alguém. diferente do post anterior, perda, esse aqui é para celebrar o legado ~não o meu (...)~, o que de bom a gente pode oferecer, mesmo quando, em algum momento, a gente decepciona e/ou se decepciona.

eu acredito muito, como expus anteriormente, no sucesso a longo prazo. me considero extremamente pessimista, mas quando o assunto é tudo pode melhorar, tô dentro!

no dia três de agosto, o querido matheus soares fez a seguinte pergunta no perfil pessoal dele, no facebook: ficar feliz pelo sucesso do amigo é feio? e eu lanço a pergunta para vocês, leitores. minha resposta: o bom da vida é a gente torcer pelas conquistas dos outros; é uma atitude nobre. deixamos a vaidade e a inveja de lado.

na última quarta-feira, dia quinze de agosto, o museu do grammy lançou uma exposição em tributo à maravilhosa whitney houston, com figurinos, prêmios, fotos e objetos pessoais da cantora. a mostra não faz menção à sua turbulenta vida pessoal, nem ao seu envolvimento com drogas.


a inspiração ficou.

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outro ícone, que também teve uma vida tribulada e controversa, ilustra essa postagem, pelos mesmos motivos que a whitney. michael jackson influenciou o cenário musical desde os anos sessenta, inovando nos clipes e nos estilos que a sua música se direcionava.

ele foi uma perda pra mim e todos vocês podem pensar e falar o que quiserem. a morte dele aconteceu no mesmo período em que eu estava num processo de transição na minha vida, especialmente a minha vida acadêmica. eu já estava desgostoso com a faculdade de letras e estava em dúvida se continuava ou não. essa atitude foi uma das mais difíceis da minha vida, para não dizer a mais difícil. e a morte dele foi um marco. eu precisei me desapegar (dar adeus, lembra?) de algumas coisas.

lembro das coreografias, da they don't really care about us gravada na bahia com o olodum, black or white, ben, o dueto lindo i just can't stop loving you e, claro, thriller. em noventa e cinco foi lançada a icônica earth song, que me arrepia até hoje (porque confirma o quanto a gente não se preocupa com o nosso planeta). abaixo, no player, planet earth, um poema escrito por ele e que seria usado na turnê this is it.



na época em que this is it estava em cartaz, fui com o octavinho assistir ao filme. estávamos nós dois na sala do cinema (depois vimos que tinha uma mulher, sozinha, sentada na última fileira). chorei, ri, me empolguei. mas aquela turnê não começaria e não teria continuidade.

a luva, o chapéu, os sapatos lustradíssimos, a jaqueta vermelha em thriller, as músicas que geralmente falavam sobre o amor que deveríamos ter, sobre as diferenças que não interessavam.

o que se precisa é amar.

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precisamos nos inspirar nos outros, acreditar nos sucessos e aplaudi-los. sei que muitos de vocês vão pensar no histórico de drogas e auto-destruição dos dois acima, só que esse não é o objetivo.

que a gente lembre dos outros e faça questão de ser lembrados pelas boas obras.

a gente não pode perder tempo - e ele está passando.